
Eu andei pensando que com o tempo a gente se acostuma. Mas é mentira, a gente não se acostuma nunca, não esquece nunca, embora jure esquecimento todos os dias. Tem sempre aquela dorzinha aguda no peito, aquela saudadesinha filha da mãe gritando no ouvido a falta que ele faz. Você vai conhecendo outras pessoas, vai vivendo outras coisas, passando por novos lugares e novas situações. Mas no final do dia, da semana, do mês, do ano... ele acaba aparecendo, algumas vezes num rápido piscar de olhos, num sonho, numa lembrança, numa música, numa risadinha à toa; mas outras vezes acontece dele aparecer mesmo, ali, concreto, na sua frente, naquela 'barruada' do acaso.
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